Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas.
Foi em um cinema de rua com mais uns 25 idosos, que assistir Tio Boonmee. Até o fim do filme quatro pessoas desistiram. Não há surpresas nisso. Tanto quanto Apichatpong é prestigiado suas obras não são do gosto da maioria. O que vi de pessoas falando mal foi sem condições.
Entediante. Essa é a palavra usada por muitos para descrever um filme do Apichatpong. Antes de falar do filme temos que falar do cinema do diretor tailandês mais conhecido como Joe.
São dois extremos: os odiadores e os fanáticos. Antes deixo claro que não estou em nenhum dos dois times. Reconheço o brilhantismo de seus filmes, mas não me ajoelho - no cinema oriental tenho outras preferências. Claro que isso não me impede, em nada, de viajar e apreciar suas histórias. Ele é uma lenda do cenário independente. Assistir a uma obra de Apichatpong é uma viagem sensitiva. A história é contada através de cada som, cada imagem, nada de diálogos desnecessários sendo eles mal aparecendo em alguns de seus trabalhos e quase uma escassa trilha sonora. É um espetáculo áudio-visual.
Aqueles que são apresentados pela primeira vez a um de seus filmes podem sentir um certo receio ou confusão para com  que ver. E se Tio Boonmee foi por onde começou, o choque vai ser ainda maior, por esta ser sem dúvida a mais fantasiosa obra de Joe.
Em um cenário onde vivos se sentam a mesa sem restrições com macaco-fantasmas, entes mortos, o filme leva o espectador a uma viagem delirante pela floresta. E não há julgamentos sobre a raiz de tais cenas já que deixa-se claro que eles acreditam na reencarnação através de animais, e por não conhecermos bem a cultura oriental só nos basta apreciar e não julgar.
Quem assistir um filme de Apichatpong não se deve fazê-lo com um olhar conservador, deixe-se levar pelas imagens e por um mundo onde seres se encontram sejam eles quem ou o que forem.
Se nada passar por sua mente em meio da complexa fantasia abordada na história, você ainda poderá se maravilhar com os aspectos visuais e auditivos de Tio Boonmee, onde cenas como a de uma simples bolsa de diálise tornam-se emblemáticas.

Marnie.

Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas.

Foi em um cinema de rua com mais uns 25 idosos, que assistir Tio Boonmee. Até o fim do filme quatro pessoas desistiram. Não há surpresas nisso. Tanto quanto Apichatpong é prestigiado suas obras não são do gosto da maioria. O que vi de pessoas falando mal foi sem condições.

Entediante. Essa é a palavra usada por muitos para descrever um filme do Apichatpong. Antes de falar do filme temos que falar do cinema do diretor tailandês mais conhecido como Joe.

São dois extremos: os odiadores e os fanáticos. Antes deixo claro que não estou em nenhum dos dois times. Reconheço o brilhantismo de seus filmes, mas não me ajoelho - no cinema oriental tenho outras preferências. Claro que isso não me impede, em nada, de viajar e apreciar suas histórias. Ele é uma lenda do cenário independente. Assistir a uma obra de Apichatpong é uma viagem sensitiva. A história é contada através de cada som, cada imagem, nada de diálogos desnecessários sendo eles mal aparecendo em alguns de seus trabalhos e quase uma escassa trilha sonora. É um espetáculo áudio-visual.

Aqueles que são apresentados pela primeira vez a um de seus filmes podem sentir um certo receio ou confusão para com que ver. E se Tio Boonmee foi por onde começou, o choque vai ser ainda maior, por esta ser sem dúvida a mais fantasiosa obra de Joe.

Em um cenário onde vivos se sentam a mesa sem restrições com macaco-fantasmas, entes mortos, o filme leva o espectador a uma viagem delirante pela floresta. E não há julgamentos sobre a raiz de tais cenas já que deixa-se claro que eles acreditam na reencarnação através de animais, e por não conhecermos bem a cultura oriental só nos basta apreciar e não julgar.

Quem assistir um filme de Apichatpong não se deve fazê-lo com um olhar conservador, deixe-se levar pelas imagens e por um mundo onde seres se encontram sejam eles quem ou o que forem.

Se nada passar por sua mente em meio da complexa fantasia abordada na história, você ainda poderá se maravilhar com os aspectos visuais e auditivos de Tio Boonmee, onde cenas como a de uma simples bolsa de diálise tornam-se emblemáticas.

Marnie.

0 notes, April 28, 2011